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ARTIGOS E INFORMAÇÕES SOBRE O MUNDO ONLINE

Cadastro de produtos: sua venda começa aqui

Seus investimentos em Adwords não estão dando retorno e você não entende por que sua loja não tem um bom posicionamento orgânico no ranking do Google?  Já analisou o conteúdo das descrições de seus produtos?

Quando criamos a descrição para um produto, alguns pontos são cruciais para um bom desempenho na Web, mas o primeiro passo é sempre pensar que o texto deve ter um efeito parecido com os argumentos de um vendedor do varejo físico!

6 características que um texto de descrição de produto precisa ter:

Esclarecedor: lembre-se que o cliente não vai ter ninguém ao lado de prontidão para esclarecer dúvidas sobre o produto, apenas o texto! Opte por uma linguagem simples e de fácil entendimento.

Descritivo: seja cuidadoso ao descrever as características do seu produto, escolha as palavras certas e garanta que cada detalhe do produto fique muito claro no texto.

Argumentativo: seu cliente precisa saber por que aquele produto é ideal para ele. Inclua no seu texto as características estéticas do produto, referências de outros clientes, fale sobre a qualidade a curto, médio e longo prazo.

Conveniente: se coloque no lugar do cliente e preveja as dúvidas que possam ter como: durabilidade e usabilidade de um produto.

Técnico: deixe seu cliente a par das informações técnicas de seus produtos, medidas, peso, materiais, no caso de produtos alimentares disponha de tabelas nutricionais, etc.

Informativo: finalize seu texto de forma criativa, inclua informações como dicas de uso e manutenção, manuseio, como conservar, como limpar e aumentar a vida útil do produto.

Para criar uma estruturação de texto padrão podemos começar com o seguinte formato: Título / O que é / Modelo / Marca / Principais características.

Atenção! As dúvidas não sanadas através do texto de descrição fazem com que o usuário saia da sua loja e busque informações nas lojas concorrentes.

E falando um pouco de SEO, um conteúdo de descrições bem estruturadas é o que permite um melhor posicionamento, o aumento de conversões e a diminuição de taxa de rejeição. Com um bom conteúdo os buscadores entendem que a loja tem informações importantes em relação à pesquisa feita e melhora o seu posicionamento no ranking!

Boas descrições na home ou na categoria?

Acertou quem sugeriu as duas opções! Tanto na home quanto nas categorias as descrições são necessárias, lembre-se, os spiders (robôs) dos buscadores não leem imagens, apenas textos, logo se em uma das opções não existir texto, não aparecerá nas buscas dos usuários.

Opte por textos concisos, nem curtos nem muito longos, tente usar o máximo de palavras-chave possíveis sem perder a qualidade informativa.

Imagens e vídeos: estratégia e diferencial

Diferente do varejo físico o cliente não pode tocar, medir ou cheirar os produtos exibidos em sua loja. Providencie imagens e vídeos que explorem com a máxima veracidade as propriedades de um produto!

Dica para fotos:

Padronize as fotos de seus produtos, defina a quantidade e os ângulos e use sempre a mesma identidade visual para suas fotos. Nomeie as imagens de acordo com o título do produto para que na pesquisa por imagens no Google, por exemplo, elas sejam encontradas.

Dados sobre vídeos:

Vídeos descritivos aumentam a confiabilidade dos clientes em relação ao produto e a loja. Além disso, ajudam no SEO, principalmente se o vídeo estiver disponível no Youtube. (O Youtube é o segundo maior buscador do mundo, 65% das pessoas que assistem a um vídeo visitam a loja virtual).

Pense em estratégias interativas na hora de personalizar seus itens. Usando textos, imagens ou vídeos contem sempre com uma plataforma de e-commerce robusta que te oriente e facilite o processo de cadastro de produtos, não perca tempo.

Fonte: E-commerce Brasil

Por que até hoje preciso ejetar um dispositivo antes de tirar da porta USB?

É bem possível que você já tenha feito ou pelo menos visto alguém remover diretamente um pendrive, HD externo ou MP3 player da porta USB do computador, deixando completamente de lado aquela tradicional opção de “remover com segurança”.

Como você deve saber, as orientações de especialistas sugerem que tal recurso sempre seja utilizado para evitar danos aos hardwares dos aparelhos envolvidos, bem como a perda de informações.

Mas tantos anos após o surgimento dos dispositivos de armazenamento em flash e com os inúmeros avanços tecnológicos ocorridos nesse meio tempo, será mesmo que esse mecanismo ainda é necessário? É isso que vamos esclarecer nesta matéria.
Quebrando a corrente

Indo direto ao ponto, a resposta para esse questionamento é: sim, e existem alguns bons motivos para isso. O primeiro e mais conhecido deles é o fato de esse tipo de dispositivo operar com energia elétrica. Durante todo o tempo que está em uso, o pendrive é “alimentado” pela própria porta USB para que possa enviar e receber dados.

Assim, caso você retire o dispositivo sem “avisar” o sistema operacional, há o risco de que naquele momento esteja acontecendo algum processo e, consequentemente, passando corrente elétrica em níveis mais elevados, o que pode ocasionar a queima tanto do pendrive quanto da entrada USB do PC.

É válido esclarecer que, mesmo executando a remoção segura do dispositivo pela ferramenta do SO, a corrente pode continuar passando pelo dispositivos, mas tal ação garantirá que esse fluxo de energia seja menor e que o equipamento não estará em uso pelo computador, evitando qualquer possibilidade de dano.

Não deu tempo de salvar

Mais do que inutilizar seu pendrive ou MP3 player, retirá-los de forma incorreta pode fazer com que você perca as informações que estava manipulando. Isso acontece porque o sistema operacional não salva cada bit que enviamos. Ele acumula determinada quantidade de dados em cache antes de guardá-los no dispositivo de armazenamento móvel como uma forma de agilizar esse trâmite e poupar poder de processamento.

Digamos que você esteja redigindo um texto. O computador não vai salvando cada letra digitada. A máquina deixa que você insira mais informações, o que pode ser limitado por tempo ou volume de bits, para salvar tudo de uma única vez.

Bem, tendo isso em vista não fica difícil concluir que finalizar ou mover um arquivo para o pendrive e logo em seguida removê-lo da porta USB pode acarretar no não salvamento das últimas informações adicionadas — sem contar que o conteúdo como um todo pode ser corrompido e ficar inacessível.

No caso de pendrives e HD externos mais modernos, por exemplo, existem indicadores luminosos (em sua maioria constituídos de LEDs) alertando sobre possíveis leituras ou modificações em andamento. Remover um dispositivo em algum desses momentos é muito perigoso para a integridade das informações que estão sendo acessadas ou escritas. Em teoria, se esses indicadores estão apagados, é sinal de que o equipamento não está sendo usufruído pelo sistema operacional e as chances de danos são bem reduzidas.

Melhor prevenir

É verdade que com componentes de hardware cada vez mais potentes esses processos acontecem muito mais rápido do que antigamente. Hoje em dia, transferências de dados acontecem em frações de segundo, dependo da configuração da máquina.

Além disso, conforme a visão de vários especialistas, os principais sistemas operacionais da atualidade contam com mecanismos que visam preparar os dispositivos USB para remoções rápidas, exatamente pelo grande número de usuários com essa prática "perigosa". Dessa forma, podemos dizer que os riscos estão menores do que alguns anos atrás.

Contudo, como diz o velho ditado, é melhor prevenir do que remediar. Não custa você perder alguns poucos segundos para executar dois ou três cliques para garantir que horas de trabalho em um documento ou planilha tenham sido em vão.

Fonte: Tecmundo

Confira 12 dicas para evitar golpes durante as festas de fim de ano

Com a chegada do Natal e das comemorações de fim de ano, se proliferam pela internet golpes que tentam aproveitar o espírito da época para prejudicar pessoas. Ciente da situação, a McAfee elaborou uma lista com 12 dicas simples que, se seguidas à risca, podem evitar que você seja prejudicado por alguém mal intencionado.

1 – Cuidado com seus emails

Pense duas vezes antes de clicar em links com notificações de rastreamento de produtos ou emissão de notas fiscais. Além disso, sempre verifique a identidade de empresas antes de confiar a elas seus dados pessoais.

2- Propagandas enganosas

Caso você se depare com uma oferta que parece boa demais para ser verdadeira, é provável que essa seja a realidade. Em caso de dúvidas, se atenha a nomes confiáveis ou faça uma pesquisa pela internet para verificar se uma companhia realmente pode ser confiada.

3 – Caridades falsas

Embora seja nobre aproveitar as festas de final de ano para exercitar seu lado caridoso, tome cuidado. Ciente do aumento das demandas, muitos golpistas criam campanhas falsas com o único intuito de roubar seu dinheiro.

4 – Cuidado com o cartão de crédito

Verifique sempre o extrato de seu cartão de crédito durante esse período de compras mais intensas. Em meio às contas reais (adeus, décimo terceiro),você pode acabar se surpreendendo com algumas dívidas feitas por golpistas que roubaram seus dados bancários.

5 – iScams

Devido à versatilidade cada vez maior de smartphones, eles se tornam alvos bastante atrativos para golpistas. Assim, evite instalar arquivos de fontes desconhecidas — eles podem trazer malwares que roubam dados confidenciais.

6 – Fique atento a cartões virtuais

Tome cuidado com os cartões de natal virtuais que você recebe em sua caixa de entrada. Muitos deles podem não ser verdadeiros, presenteando-o (e sua lista de contatos) com malwares capazes de provocar uma bela dor de cabeça.

7 – Viagens falsas

Da mesma forma que produtos, viagens também são usadas como forma de atrair a atenção de consumidores desatentos. Assim, desconfie se aquele hotel ou passagem aérea pelo qual você esperou todo o ano de repente surgir com um preço totalmente irreal.

8 – Ligações suspeitas

Desconfie de ligações telefônicas que oferecem algum serviço ou produto em troca da divulgação de dados confidenciais. A probabilidade de que isso seja somente uma tentativa de roubá-los é bastante grande.

9 – Cuidado ao sacar dinheiro

A época de final de ano geralmente é marcada por notícias de pessoas que modificam caixas eletrônicos para clonar cartões de crédito. Assim, se você precisar sacar algum dinheiro, verifique antes se não há nada de errado com a máquina que vai ser utilizada para esse processo.

10 – Retrospectivas suspeitas

Embora pareça atraente clicar em um link para revisitar os principais acontecimentos do ano, isso pode resultar na adição de uma ocorrência indesejada à sua vida. Assim, evite acessar links provenientes de fontes suspeitas ou desconhecidas.

11 – Atenção a seus dispositivos

Como todos estão indo às compras nesta época, lojas lotadas  se tornam uma visão comum e é preciso ter paciência para adquirir aquilo que você quer. Nesses ambientes repletos de pessoa, vale a pena prestar atenção redobrada a seus dispositivos eletrônicos para que eles não sejam furtados ou perdidos.

12 – Desconfie de drives USB gratuitos

Embora seja uma prática pouco comum no Brasil, a distribuição de drives USB gratuitos também deve ser vista com desconfiança. Muitos deles podem conter malwares escondidos em seu interior, o que significa que conectá-los pode infectar sua máquina sem qualquer aviso.

Fonte: TecMundo

O que é e como funciona o BitCoin

1. De onde vem o valor do bitcoin?

O que estabelece o valor do bitcoin é a regra básica da economia: oferta e procura. O número de bitcoins em existência é limitado e as pessoas querem comprar bitcoin, seja como forma de poupança, com a intenção de revenda (investimento) ou para realizar transferências e compras, locais ou internacionais. Diferente da moeda comum, não há a obrigação de aceitar bitcoin como forma de pagamento ou quitação de dívidas em nenhum lugar do mundo. Por esse motivo, o bitcoin hoje tem apresentado grande volatilidade, variando de acordo com a utilidade, especulação e novas regulamentações em cada país. Essa variação é um tanto semelhante à do real em relação a moedas internacionais e inflação - com o agravo de que o mercado do bitcoin é menor, o que significa que pequenas "turbulências" chacoalham bastante o mercado.

2. Se o 1 bitcoin (BTC) vale R$ 1.600, eu preciso desembolsar isso para usar bitcoin?

Não. Um bitcoin pode ser dividido em várias partes, muito mais que os centavos de um real. Você pode comprar uma pequena parte de uma moeda. A menor parte de um bitcoin é chamada de "satoshi". Um único bitcoin tem cem milhões de satoshis (0,00000001 BTC). O valor de um satoshi, com o BTC a R$ 1.600, seria de R$ 0,000016. Comprando 10 mil satoshis, você pagaria R$ 0,16. Mesmo o bitcoin custando R$ 1.600, nada impede você de pagar um café com bitcoin.

Dito isso, existe uma moeda de funcionamento quase idêntico ao do bitcoin que foi feita exatamente para transações de valor menor: o Litecoin.

3. O que faz um minerador? Ele produz dinheiro?

O termo "minerador" é bastante ruim, uma analogia falha com a ideia de "minerar ouro". Na verdade, trata-se apenas da validação de transações com bitcoin, seguindo regras totalmente arbitrárias de tal forma que um novo bloco de bitcoin seja gerado a cada 10 minutos.

A reportagem do G1 já explicou em termos mais precisos o que um minerador faz. Em termos simples, a mineração é uma loteria. O minerador precisa achar um número que, seguindo regras da rede, resulte em um "bloco" aceito. Esse bloco contém as transações (ou seja, o minerador valida diversas transações de uma só vez).

Cada "aposta" nessa loteria tem um custo computacional bastante grande. É por isso que computadores domésticos comuns não têm muita chance de competir. Mineradores profissionais fazem uso de supermáquinas para conseguir o maior número de tentativas no menor período de tempo. Ou seja, embora, por sorte, você possa conseguir acertar o número, na prática há pessoas que estão em grande vantagem porque podem tentar muitas vezes mais que você - eles estão fazendo um bolão, e você está com a aposta mínima, por assim dizer.

É importante enfatizar o detalhe: esse trabalho todo dos mineradores é somente necessário para dar ordem ao bitcoin. Em vez de cada transação ficar isolada, elas são incluídas nesses "blocos" que levam 10 minutos para serem gerados graças a essa dificuldade imposta. O prazo de 10 minutos diminui o número de blocos gerados, o que deixa a rede mais organizada. Se cada transação ficasse isolada, seria difícil determinar qual veio primeiro; o resultado é que uma pessoa poderia gastar a mesma moeda diversas vezes, havendo um conflito. A quantidade de dados seria muito grande e a rede não conseguiria decidir uma ordem.

A complexidade permite que o bloco leve 10 minutos para ser gerado, dando tempo para que dados sejam agrupados e tentativas de gastar a mesma moeda duas vezes sejam bloqueadas. Conflitos também podem ser resolvidos. Fora a complexidade, nada impede que um novo bloco seja gerado a cada 10 segundos, por exemplo. Logo, essa "loteria" computacional é a forma que rede impõe regras para si mesma e se organiza.

Por "ganhar" a loteria e ajudar a rede a manter a ordem, o minerador pode ficar com 25 bitcoins (hoje) e o que ficou de "troco" das transações do bloco. Como o minerador já recebe 25 bitcoins, isso significa que as transações de bitcoin hoje não precisam deixar nada para o minerador. No futuro (ainda bem distante),o número de bitcoins gerados irá diminuir, até que a geração de novos bitcoins seja eliminada. Nesse momento, as transferências terão de fornecer algum "troco" para o minerador receber de recompensa. Caso contrário, ele não terá incentivo para incluí-las no bloco que montou.

4. Mas 25 bitcoins valem cerca de R$ 40 mil. É isso mesmo?

Sim. A cada 10 minutos são distribuídos R$ 40 mil em bitcoins, na cotação atual. O minerador que resolveu o bloco fica com tudo. Você pode deixar seu computador trabalhando por dias e não receber nada, apenas ter custos com energia elétrica.

Máquinas profissionais para minerar bitcoin podem ultrapassar US$ 10 mil (R$ 23 mil) e usar mais de 1000 Watts de energia (para fins de comparação, um computador comum usa cerca de 200 W, com uma máquina doméstica bem potente usando 600 W). Elas usam chips de processamento específicos para o tipo de cálculo que o bitcoin faz, para os quais uma máquina comum não é ideal. Uma máquina, vendida pela "Virtual Mining Corp", pode ser expandida até usar 20.000 Watts, a um custo de mais de US$ 50 mil (R$ 120 mil).

Mesmo com uma máquina dessas, pode levar um mês para conseguir um único bloco - mas ainda é uma loteria, então continua sendo possível ficar sem nada.

5. Se eu não posso minerar, como consigo bitcoins?

Existem diversos serviços que trocam bitcoins por moeda comum, como reais, dólares e euros, e vice-versa. Normalmente, há taxas para fazer essa conversão.

6. Se eu pago taxas para fazer a conversão e a pessoa que recebe, para converter novamente, qual a vantagem?

Como as duas operações ocorrem em moeda local (por exemplo, real para bitcoin, e bitcoin para iene, em uma transferência para o Japão),as taxas e a burocracia podem ser menores em algumas ocasiões. Caso o número de locais que aceitam bitcoin aumente, ela poderia se tornar uma "moeda internacional", útil em qualquer lugar. É possível usá-la como moeda para viajar ou como reserva temporária para não ficar sujeito ao câmbio no retorno de uma viagem internacional.

É preciso avaliar caso a caso quando o uso do bitcoin é vantajoso. Para diminuir os riscos com volatilidade, ele pode ser usado logo após adquirido.

7. O bitcoin é um esquema de pirâmide?

Não, porque o bitcoin não é um negócio para ganhar dinheiro.

Esquemas de pirâmide acontecem quando pessoas que entram nele mais cedo ganham dinheiro, enquanto quem entrou por último perde, sustentando quem entrou primeiro. A mineração beneficiou imensamente as pessoas que entraram na rede mais cedo, porque era muito mais fácil e barato participar na "loteria". Além disso, as recompensas em bitcoins eram maiores. Mas quem minerava e gastava suas moedas no início com certeza não ficou rico, porque cada bitcoin valia apenas alguns centavos.

Mas o bitcoin não é um negócio de pirâmide, porque o objetivo final não é a mineração e sim o estabelecimento de uma moeda livre de controle do governo.

O dinheiro que se "paga" para entrar no bitcoin não promete retorno. É apenas uma conversão. Você ainda tem o seu dinheiro (em bitcoin) e pode transferi-lo ou usá-lo na aquisição de produtos e serviços.

Investir em bitcoin é como investir na bolsa de valores ou no câmbio: há grandes riscos e a possibilidade de perder dinheiro. Não é nada garantido como a poupança. No entanto, se você souber quando comprar e vender, é sim possível ganhar bastante dinheiro. E a regra é a mesma para todos, não importa quando adquiriram o primeiro bitcoin.

8. Na prática, como se usa o bitcoin?

Você instala um software em seu computador ou celular e segue instruções para criar seu par de chaves criptográficas. Isso lhe dará um "endereço bitcoin", como se fosse um número de conta corrente. Em seguida, você adquire bitcoins em algum lugar e fornece seu endereço para recebimento - você pagará por esses bitcoins normalmente, usando um boleto ou cartão de crédito. Aí você já é dono de  bitcoins.

Quando for pagar algo, basta usar o software e fornecer o endereço bitcoin do destino e o valor. Sua transação vai para a rede para ser acomodada em um bloco. Quando esse bloco for finalizado após a loteria de mineração, a transferência está finalizada.

Endereços bitcoins podem ser representados por códigos de barra, o que é útil para leitura e uso do bitcoin no celular. O procedimento é o mesmo, com a diferença que a câmera do celular será usada para ler o endereço bitcoin. Ou seja, basta ter o aplicativo no celular, ler o código de barra, digitar o valor e aguardar.

9. Qual o risco do bitcoin?

Caso alguém controle uma grande parte do poder de mineração do bitcoin, o que é aceito e o que não é aceito nos blocos poderia ser controlado por uma só pessoa, criando um ponto central de controle - exatamente o que o bitcoin tentou evitar. Além disso, nesse cenário, poderia ser possível que uma moeda seja gasta mais de uma vez. Todos esses ataques, no entanto, são hipotéticos. Não há registro de qualquer tentativa de manipulação do bitcoin dessa maneira.

O bitcoin também sofre de riscos legais, como a proibição, que afetam a utilidade da moeda. Isso por sua vez pode diminuir a procura pelo bitcoin, o que leva à redução do valor e à volatilidade.

10. O que é a "maleabilidade de transação" que permitiu o roubo de 4.400 bitcoins?

Na semana passada, a reencarnação do site de venda de drogas ilícitas "Silk Road", notório por seu uso de bitcoin, foi hackeada e perdeu 4.400 bitcoins - um valor que ultrapassa os dois milhões de dólares. Os hackers fizeram isso sem nenhum acesso aos servidores do Silk Road; em vez disso, usaram um recurso do próprio bitcoin chamado "maleabilidade de transação".

A maleabilidade de transação permite que o identificador de uma transação seja alterado após ela já ter sido propagada pela rede. Como o bitcoin leva cerca de 10 minutos para validar uma transação e existe a possibilidade de que uma transação tenha de ser refeita caso fique em um chamado "bloco órfão", sistemas que conferem saques em bitcoin precisam identificar de alguma forma quando uma transação foi finalmente concluída. Alguns sistemas, incluindo o Silk Road, fazem isso procurando apenas o identificador de transação. O problema é que o identificador da transação não faz parte do conteúdo assinado digitalmente e pode ser manipulado.

Dessa forma, um hacker pode impedir o sistema de saque de confirmar que a transação ocorreu com sucesso, propagando a mesma transação com um identificador diferente. O sistema não vai encontrar a transação original e tentará então fazer a transferência novamente; a cada vez, o hacker receberá mais moedas, e seu saldo nunca será descontado porque, do ponto de vista do sistema, a transação está falhando a cada tentativa.

Não se trata de uma "falha" do bitcoin, mas sim um funcionamento pouco intuitivo para programadores que estão criando sistemas que interagem com ele. Em quase todo tipo de sistema, um identificador pode ser confiado; no bitcoin, não. Sistemas de saques podem impedir o ataque realizando uma verificação de transação que não dependa exclusivamente do identificador.

Fonte: G1

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