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19/02/2009

Aplicativos revivem fenômeno dos ringtones na batalha dos celulares

A internet na palma da mão já é uma realidade. E talvez por isso os telefones celulares estejam se transformando em uma reprodução bastante fiel do campo de batalha que ocorre na rede mundial dos computadores. Microsoft e Google, que já se enfrentam na web – a vantagem, por enquanto, parece ser da gigante das buscas –, reforçaram durante o Mobile World Congress, em Barcelona, a intenção de domirarem agora o mercado dos telefones celulares. Em duas frentes: no sistema operacional e na venda de aplicativos para os aparelhos.

Os aplicativos, acreditam as empresas, devem passar nos próximos meses por um fenômeno semelhante ao vivido pelos ringtones – os toques de celular polifônicos ou em MP3 – há alguns anos.

Em Barcelona, a Microsoft apresentou a nova versão do Windows Mobile, uma loja de aplicativos para celulares e a criação do conceito “Windows Phone”, nome que passa a designar os aparelhos que utilizam o sistema operacional. Já o Google chegou oficialmente a mais um telefone, o HTC Magic, além de ter ouvido a promessa de que equipará pelo menos mais sete aparelhos de três companhias diferentes.

A Nokia, líder do mercado de celulares, também entrou na briga dos aplicativos. Com a chegada da OVI Store, a empresa dá novo gás para o sistema operacional Symbian. Menos badalado que o Android, do Google, ou que a nova versão do Microsoft Windows Mobile, o S60 tem a vantagem de já possuir uma base instalada maior do que a dos rivais.

Mas a disputa não se concentra nestes três gigantes. A Research In Motion levou a Barcelona uma equipe de desenvolvedores de programas para o Blackberry, aparelho responsável por divulgar o conceito de e-mail nos celulares. E, mesmo ausente da feira, o iPhone, da Apple, rondou praticamente todos os lançamentos de smartphones e aparelhos operados por touchscreen. O sucesso do telefone criado pela empresa de Steve Jobs o transformou em um “benchmark” para o mercado.