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29/06/2009

Google interpreta elevada buscas sobre Michael Jackson como ataque cibernético

Em vez de uma lista de resultados, milhões de usuários que digitaram o nome de Michael Jackson na barra do site se depararam com a mensagem de erro “sua consulta é semelhante a solicitações automatizadas de um vírus de computador ou aplicativo spyware”. “É verdade que entre aproximadamente 2h40 da tarde do horário local e 3h15 do horário local, usuários do Google News tiveram dificuldade de acessar os resultados das buscas para consultas relacionadas a Michael Jackson e viram a página de erro”, confirmou à BBC o porta-voz do Google, Gabriel Stricker.

Por volta dessa hora, o cantor estava sendo declarado morto em um hospital de Los Angeles. Lentidão na rede o volume de buscas na internet por noticias sobre Michael Jackson causou uma série de lentidões.

A Keynote Systems, que monitora o tráfego na rede, registrou problemas de desempenho em sites de notícias, como AOL, CBS, CNN, MSNBC e Yahoo. “A partir das 2h30 horário local, a velocidade média de download em sites de notícias dobrou de menos de quatro segundo para quase nove segundos”, disse ao site Data Center Knowledge o diretor de operações externas da empresa, Shawn White. “No mesmo período, a média de disponibilidade dos sites caiu de quase 100% para 86%.” Outros sites registraram panes.

Entre eles estão o TMZ, especializado em fofocas e celebridades, que saiu do ar devido à quantidade de tentativas de acesso à sua notícia exclusiva de que paramédicos haviam sido chamados à casa de Michael Jackson, e a página do jornalista de fofocas e celebridades de Hollywood Perez Hilton. Rivalizando com IrãO serviço de ‘microblogging’ Twitter disse que sofreu uma pane com alto volume de pessoas utilizando o aplicativo ao mesmo tempo. As consultas em relação a Michael Jackson saltaram para o topo da lista. Antes da pane, afirmou o Twitter, a expressão “Michael Jackson” aparecia em mais de 66,5 mil atualizações.

Na tarde da quinta-feira, segundo dados da Trendrr, que monitora atividades em sites sociais, o número de posts contendo “Michael Jackson” no Twitter já superava 100 mil por hora.

Este volume coloca a morte de Michael Jackson ombro a ombro com os protestos iranianos, cujas atualizações chegaram a 100 mil por hora no Twitter no dia 16 de junho, subindo depois para 220 mil por hora.

Logo após o anúncio da morte do cantor, houve uma corrida a sites como o Wikipedia, à medida que os autores dos verbetes se apressavam para fazer mudanças e correções nos textos, em meio ao volumoso acesso dos fãs.