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17/09/2013

Brasil é líder em lista dos países mais afetados por vírus na América Latina

A Karpesky divulgou a lista das principais ameaças que atingiram computadores da América Latina no primeiro semestre de 2013. No Brasil, o total de registros de acidentes que envolviam malware chegaram a mais de 29 millhões no período, e 35% foram ocasionados por ameaças transmitidas pela web. O índice coloca o país em 35º lugar no ranking global de países atacados e em primeiro na América Latina.

No primeiro lugar do top dez das ameaças virtuais está o worm “Debris.a”, propagado por meio de dispositivos USB ou sites. Descoberta em abril, a praga virtual afeta um grande número de usuários em países como México, Equador, Peru, Colômbia e Bolívia.

A lista de maiores ameaças virtuais também é formada pelos chamados “Adware.Win 32″, que são dispositivos que alteram os navegadores e instalam acessórios para exibição de publicidade. Com eles, a cada clique ou visita ao site, o cibercriminoso ganha dinheiro.

Segundo Dmitry Bestuzhev, diretor do grupo de Pesquisa e Análise para a América Latina da Karpesky, os programas são potencialmente perigosos porque os dispositivos não roubam dinheiro das vítimas diretamente, mas o fazem por meio do adware, que lhes garante lucro por outros meios durante a navegação.

Além disso, o estudo identificou que a ameaça “Kido.ih”, detectada pela primeira vez em 2009, continua a afetar computadores na América Latina. Bestuzhev explica que o worm se propaga por dispositivos USB e vulnerabilidades do Windows em redes Microsoft. “Há problemas graves nos hábitos de correção de vulnerabilidade, na instalação de atualizações e gestão responsável dos dispositivos USB pelos usuários”, analisa, o que favorece o fato de essa ameaça antiga ainda ser uma das principais a atingir equipamentos na América do Sul.

A pouca preocupação com proteção de drives removíveis, CDs, DVDs e outros métodos de armazenamento também foi responsável por 36% dos incidentes de malware em PCs no Brasil. O estudo ainda mostrou a presença da família de código malicioso “Trojan.Runner”, que se espalha somente através de dispositivos USB (pendrives). “É a prova de que existem sérios problemas no manuseio de dispositivos e configuração de sistemas operacionais, nos quais o sistema conhecido por Autorun não é desativado pelos usuários”, finalizou.

Usuários de computadores que encontrarem arquivos com nomes iguais ou semelhantes aos exibidos no gráfico da Kaspersky acima devem procurar uma solução antivírus com urgência.

Fonte: iMasters