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26/09/2013

Spam social invade ambiente corporativo

As mídias sociais ainda não substituíram o e-mail para a comunicação corporativa no dia a dia, mas já incorporaram uma das piores características do correio eletrônico: o spam. Spammers estão usando as redes sociais para ultrapassar métodos de segurança que proviam ao menos algum grau de proteção contra e-mails indesejados.

Um novo relatório divulgado pela Nexgate trouxe à tona a quantidade de spam circulando em redes sociais. Os cientistas de dados da companhia analisaram mais de 60 milhões de conteúdos publicados em sites sociais em mais de 25 milhões de contas e concluíram que:

- Durante os seis primeiros meses de 2013, houve aumento de 335% no “social spam”

- 15% de todo spam social contém uma URL, geralmente para disseminar spam, pornografia ou malware

- Uma a cada 21 mensagens no Facebook, YouTube, Google+ e Twitter contém conteúdo com riscos de segurança, como linguagem inadequada, dados privados ou spam

- Uma a cada 200 mensagens em redes sociais contém spam, incluindo conteúdo adulto e malware

- O Facebook concentra o número mais alto de tentativas de phishing e informação pessoal identificável; na verdade, mais de quatro vezes a quantidade de outras redes sociais

- O YouTube possui o conteúdo mais arriscado: ameaças, discursos de ódio, insultos, entre outros. Para cada um desses conteúdos em outras redes sociais, há cinco no site de vídeos do Google

O aumento do spam em redes sociais está criando uma nova categoria de questões não apenas para gestores de mídia corporativa ou governamental, mas também equipes de segurança e de TI. “Spam não é apenas uma perturbação para funcionários. Também pode ser uma questão de segurança se usado com más-intenções”, afirma o líder de redes sociais para a General Services Administration (GSA), Justin Herman. A instituição auxilia agências federais dos Estados Unidos a desenvolver estratégias em redes sociais.

O escritório de tecnologias inovadoras e serviços ao cidadão da GSA já trabalha no aconselhamento e treinamento de agencias sobre como lidar com mensagens de social spam como “parte do programa geral de mídias sociais e segurança”. Hernan alerta usuários, por exemplo, a reportar mensagens duvidosas com links, como “você viu esse tweet sobre você?”. A GSA também oferece tutoriais online para gestores de mídias sociais.

Para companhias, o spam social também representa um custo financeiro em ascensão, co-fundador e CEO da Nexgate. Ele classifica as mensagens como “um fardo significativo para grandes marcas” e um “ralo” para programas de marketing.

O fato de spammers conseguirem direcionar suas mensagens a comunidades inteiras com uma única postagem e tê-la disseminada inúmeras vezes faz total diferença em comparação com o spam tradicional, no e-mail. Assim, o spam social aos poucos se torna mais complexo.

As mensagens com texto e link são os tipos mais populares, enquanto bots de funções (como o curtir, do Facebook), aplicativos e contas falsas são as formas mais recorrentes de distribuição. “O e-mail tradicional e soluções web e de antivírus não funcionam nas mídias sociais”, conclui um porta-voz da Nexgate.

Fonte: Informationweek