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10/12/2013

Banda larga em alta dificulta migração para o IPv6 no Brasil

A forte demanda por banda larga no Brasil pode acelerar a necessidade efetiva de migração do IPv4 para o IPv6 no Brasil. Segundo Milton Kashiwakura, do Comitê Gestor da Internet, atualmente, atualmente, o processo segue muito atrasado. “A migração é uma decisão da empresa. Não tem jeito. Vai haver um gasto, mas é possível minimizar”. Provedores de conteúdo têm papel relevante junto a operadoras e provedores de acesso à Internet. A convivência do IPv4 com o IPv6 requer também uma gestão eficiente dos gestores de rede.

Preocupado com o atraso em setembro, o Comitê publicou uma resolução (CGI.br/RES/2013/033) alertando todos os provedores e administrados de sistemas autônomos sobre a importância da efetiva migração para o IPv6. “Estamos adiantados na distribuição de blocos IPv6, adiantados no treinamento, mas atrasados no uso em relação aos demais países. O pessoal não está entrando no jogo”, advertia Demi Getschko, Diretor-Presidente do NIC.br.

Na época, o IPv6 era responsável por apenas 0,5% do tráfego gerado na Internet brasileira, proporção abaixo da média mundial, entre 1,75% e 2%. Em países como o Peru, que tem uma distribuição de endereços bem menor que a do Brasil, esse volume já chega a 3%. Na França, é de 5% e, na Alemanha, de 4,5%. “Esse índice não mudou apesar dos esforços.

Para o especialista do Comitê Gestor, um dos pontos críticos será a necessidade de convivência do IPv4 com o IPv6. “Não há dúvida de que essa convivência vai exigir gastos. Os técnicos qualificados poderão minimizar, mas haverá, sim, a necessidade de aquisição de novos equipamentos”, disse. Os provedores de conteúdo têm papel crucial nessa tarefa. “Se eles migrarem com mais rapidez, e já há muitos migrando, não haverá a necessidade de se colocar muitos equipamentos ‘tradutores’ na rede. Isso reduzirá os gastos das operadoras”, esclareceu Kashiwakura.

O governo tem um papel importante por conta dos serviços de governo eletrônico e, de acordo com o especialista do Comitê Gestor da Internet, está trabalhando e exigindo nas suas licitações equipamentos já adequados ao IPv6, mas também precisa trabalhar mais forte. A maior preocupação do Comitê Gestor da Internet é a alta demanda por serviços banda larga.

“Isso exige mais e mais endereços IP. E estamos chegando num ponto crítico. Os endereços IPv4 estão se esgotando de fato. E nesse ritmo de contratação de acessos banda larga, podemos ter de reduzir o prazo de junho para um pouco antes. Pensar mais efetivamente no IPv6 é uma necessidade efetiva para as redes”, ressaltou Kashiwakura.

Um dos pontos mais importantes do trabalho aconteceu no Brasil. Pelo menos três mil especialistas estão qualificados para tratar com o novo protocolo de rede. “O interesse foi grande e há técnicos prontos para fazer esse trabalho e minimizar os gastos”, completou o executivo do Comitê Gestor da Internet.

Fonte: iMasters