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01/04/2015

Metas do Brasil para 2018: velocidade média de 25 Mb/s e 4G em mais de 1.000 cidades

O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, apresentou nesta quinta-feira (26) a pauta da pasta na Câmara dos Deputados. Berzoini citou o programa Banda Larga para Todos como uma das prioridades do governo e divulgou as metas para 2018, que incluem o aumento da velocidade média de conexão à internet para 25 Mb/s e a ampliação da cobertura do 4G para 1.142 cidades.

As metas do governo parecem um tanto ousadas. Segundo o ministro, a velocidade média de acesso à internet no Brasil é de 6,8 Mb/s. Para quadruplicar esse valor, a ideia é levar fibra ótica para 90% dos 5.570 municípios brasileiros e 45% das conexões domésticas. Os dados mais recentes da Anatel mostram que apenas 4,19% das conexões eram por fibra em fevereiro. O xDSL, usado principalmente por Oi e Vivo, ainda lidera, com 54,46%.

Se o Brasil conseguir alcançar a velocidade média de 25 Mb/s em 2018, teremos o que os Estados Unidos consideram hoje o mínimo para uma conexão ser banda larga. A FCC, equivalente norte-americana da Anatel, subiu os requisitos de 4 Mb/s de download e 1 Mb/s de upload para 25 Mb/s de download e 3 Mb/s de upload no início do ano. Não conheço uma definição da Anatel, mas a oferta do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) é de 1 Mb/s por R$ 35.

Além das metas para a banda larga fixa, o Ministério das Comunicações quer melhorar a situação das conexões móveis no país. Atualmente, 3.805 cidades são cobertas com 3G. Até 2018, a meta é elevar esse valor para 4.994 cidades. Em 2019, 100% teriam (finalmente!) cobertura móvel de terceira geração. O governo também pretende aumentar o número de cidades com 4G para 1.142. O 4G da Vivo alcança hoje 141 municípios; a Claro, segunda colocada, aparece em 95.

Como o governo vai conseguir atingir essas metas? Nós ainda não sabemos dos detalhes, mas, nas palavras de Berzoini: “a ideia é a parceria público-privada através de investimentos públicos e do uso de créditos tributários vinculados ao Fistel para que as operadoras, tanto as grandes quanto as médias e os pequenos provedores de internet, possam usar esse instrumento como forma de aderir a esse esforço governamental”.

Fonte: Tecnoblog