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PRINCIPAIS NOTÍCIAS SOBRE INTERNET E TECNOLOGIA

09/07/2008

Claro lança portal de vídeo para clientes 3G

A operadora Claro pôs no ar há poucas semanas um portal de vídeo para clientes 3G. O serviço ainda está em "soft launch", ou seja, ainda não houve campanha de divulgação.

O portal funciona através de vídeochamadas e, para acessá-lo, o usuário precisar fazer uma ligação em vídeo para o número *200 com um celular 3G que suporte a função de vídeochamada. Dentro do portal, o usuário navega pelas teclas do celular e escolhe o vídeo a que deseja assistir. A cobrança é feita por tempo de conexão: R$ 0,89/minuto.

Ainda há poucas operadoras com portais de vídeochamadas. Na América Móvil, a Claro do Brasil é a primeira a experimentar esse tipo de serviço. A plataforma foi fornecida pela Ericsson e a aplicação para o portal de vídeo foi desenvolvida pela Compera nTIme.

Quando questionada se o modelo de cobrança por tempo de conexão seria bem assimilado pelos clientes, a diretora de serviços de valor adicionado e roaming da Claro, Fiamma Zarife, explicou que possivelmente no futuro o serviço evolua para uma cobrança de assinatura.

Ela não teme que possa haver problemas com clientes que fiquem tempo demais conectados e se assustem com a conta depois. "Ninguém ficará pendurado no celular vendo vídeos", explica, lembrando que se trata geralmente de um consumo casual e rápido.

Por enquanto, há apenas três canais disponíveis no portal: Videoclipes, Podcasts e Videomaker. Quem fornece material para o canal de videoclipes é a Universal Music. O canal de podcasts tem conteúdo variado provido por diversos parceiros, como Cineclick e Mundo Canibal. E o canal Videomaker usa vídeos feitos pelos próprios usuários da Claro.

Novos canais serão acrescentados em breve. "Estamos começando a negociar isso", disse Fiamma.

04/07/2008

Google assina acordo com Ministério Público Federal

Nesta quarta-feira, o Google Brasil e o Ministério Público Federal em São Paulo assinaram, durante sessão da CPI do Senado Federal em Brasília, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que fará com que o combate ao conteúdo ilícito na internet se torne ainda mais eficiente.

Na visão do Google, a assinatura do acordo e o lançamento de novas funcionalidades tecnológicas do Orkut, anunciadas no início desta semana, representam um avanço importantíssimo na proteção dos direitos dos 30 milhões de brasileiros que utilizam a rede social, a maior do Brasil.

Durante a sessão em Brasília, os senadores Magno Malta (PR-ES) e Demóstenes Torres (DEM-GO),respectivamente presidente e relator da CPI, além de Thiago Tavares, presidente da ONG SaferNet, reconheceram o acordo como "um marco histórico na internet brasileira e um exemplo para o mundo".

As medidas anunciadas pelo Google atestam o comprometimento da empresa com o Brasil e no combate aos abusos contra crianças e adolescentes. Elas vão além de qualquer promessa de cooperação adotada por qualquer outro provedor brasileiro ou mesmo provedores estrangeiros atuando no país.

"Criamos ferramentas inovadoras, mobilizamos o principal capital do Google - a inteligência tecnológica da empresa - para solucionar os desafios, investimos recursos e refinamos a cooperação com o Ministério Público e a SaferNet", afirma Alexandre Hohagen, presidente do Google Brasil. "Fomos além de nossas obrigações e estamos orgulhosos de poder participar desse momento", diz ele.

03/07/2008

Brasil é o segundo país entre os que mais recebem spam

O Brasil ficou em segundo lugar em uma lista de países mais que mais recebem spam, de acordo com resultados de um experimento realizado pela empresa de segurança na internet, McAfee.

Em abril, a empresa convidou 50 voluntários de dez países - inclusive o Brasil - para participar de uma pesquisa na qual os participantes teriam que passar um mês navegando na internet sem filtro ou proteção contra spam.

A empresa forneceu um computador limpo para cada voluntário e analisou a quantidade de spams recebidos no final dos 30 dias de teste.

Os Estados Unidos ficaram em primeiro lugar na lista dos países que mais receberam emails indesejados durante o experimento. Os participantes norte-americanos receberam um total de 23.233 spams nos 30 dias de teste.

Os brasileiros ficaram com o segundo lugar da lista dos países alvo dos spams. Os cinco voluntários brasileiros receberam 15.856 emails indesejados durante o mês.

Em terceiro lugar ficou a Itália, seguida pelo México e pelo Reino Unido. Entre os países analisados, a Alemanha ficou com a última colocação, com cerca de duas mil mensagens indesejadas.

Ao analisar os dados de todos os países, a empresa estima que um usuário convencional da internet receba uma média de 70 emails indesejados por dia.

"O spam não é apenas uma chateação. É uma ferramenta usada por criminosos do espaço cibernético para roubar informações pessoais e comerciais", disse Christopher Bolin, diretor de tecnologia da McAfee.

A empresa compilou ainda uma lista dos tipos de spams enviados durante o experimento.
Segundo a McAfee, os emails com propostas financeiras foram os mais comuns, seguidos daqueles com propagandas e anúncios. Em terceiro lugar ficaram os emails sobre saúde e medicina e em quarto aqueles com conteúdo adulto.

Do total, cerca de 8% dos emails recebidos nos 10 países durante a pesquisa foram classificados como phishings - quando fraudadores tentam obter dados bancários e outras informações importantes de consumidores como senhas, fazendo-se passar por bancos ou outras empresas financeiras.

O relatório dos resultados divulgado pela empresa destaca ainda o número deste tipo de email recebido por usuários no Brasil.

"É possível que exista uma relação entre os altos níveis de phishing no Brasil com os altos índices de crimes cibernéticos no país. Isso porque o Brasil introduziu internet banking (transações bancárias realizadas online) antes de outros países e atraiu mais criminosos nessa área", disse Jeff Green, da equipe de pesquisadores da McAfee.

A McAfee ressalta uma mudança no padrão de envio dos emails indesejados, que antes eram enviados de maneira massiva e atualmente são transmitidos através de campanhas mais direcionadas para o perfil dos usuários.

De acordo com o diretor da empresa, Dave De Walt, é preciso aprender como lidar com os spams, já que as mensagens estão relacionadas com o crime cibernético.

"É um problema tão imenso que nunca irá desaparecer. Já não se trata mais de tentar resolvê-lo, mas de gerenciá-lo", disse.

02/07/2008

Browsers desatualizados põem PCs em risco

Pesquisadores suíços descobriram que 637 milhões de usuários estão em risco porque têm versões antigas de seus browsers.

A conclusão está num documento publicado por uma esquipe do Computer Engineering and Networks Laboratory, em ETH Zurique. Em colaboração com o Google e a IBM, eles descobriram que 637 milhões (45,2%) do total de 1,4 bilhão de usuários de internet não estão usando a versão mais segura de seu browser.

Eles sugerem que o software – não somente os browsers – deveria ter algo como um prazo de validade, a fim de forçar os usuários a obter versões atualizadas. Vários navegadores foram analisados, tais como Internet Explorer 7, Firefox 2, Safari 3 e Opera 9.

O Firefox 2 foi considerado o mais seguro, não pelo produto em si, mas porque 83% de seus usuários rodam a versão mais atual. A seguir, vêm o Safari, com 65% dos usuários trabalhando com a versão mais recente; o Opera 9, com 56,1%; e o IE7, com 47,6%.

Aparentemente, a atualização está associada ao nível técnico dos usuários. Segundo a pesquisa, foram necessários 19 meses desde o lançamento do IE7 para que essa versão fosse adotada por 52,5% dos usuários. Em contraste, no mesmo período, 92,2% migraram para o Firefox 2.

Os pesquisadores esclarecem que, para os fins do estudo, o web browser mais seguro corresponde à “versão pública oficial mais recente disponível em dado momento”. Essa definição, portanto, exclui versões beta. O estudo também deixa claro: é natural que os usuários do Internet Explorer (dono de 78,3% do mercado entre fevereiro e junho deste ano) vão provavelmente encontrar mais malware do que os usuários do Opera (0,8% de participação no mesmo período). A explicação: os autores de códigos maliciosos se concentram onde há maior audiência.

A pesquisa suíça destaca ainda a desatualização de produtos que trabalham lado a lado com os browsers, como o Flash, da Adobe, e o QuickTime, da Apple. Segundo a empresa de segurança Secunia, 21,7% de todas as instalações do QuickTime 7 estão desatualizadas.