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PRINCIPAIS NOTÍCIAS SOBRE INTERNET E TECNOLOGIA

07/01/2014

Estudo mostra que 90% dos celulares perdidos têm informações violadas

Nove em cada dez celulares perdidos são violados por aqueles que encontram o aparelho, segundo a versão brasileira do projeto chamado Honey Stick, realizado pela primeira vez na América Latina, durante os meses de outubro e novembro de 2013.

Para realizar a pesquisa, foram “perdidos” 30 smartphones em três capitais brasileiras – São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Os dispositivos móveis utilizados foram modificados para que a companhia pudesse monitorar remotamente tudo o que pessoas fizessem com os aparelhos, como ligações telefônicas, acesso a aplicativos, documentos e fotos, por exemplo.

O experimento apontou que 90% dos smartphones perdidos tiveram dados pessoais e profissionais acessados por quem os encontrou. Em apenas 27% dos casos, houve a tentativa de devolução do celular, o que não implica a ausência do acesso prévio aos dados ou outras funções indevidamente.

A versão nacional do Honey Stick também apontou que 83% dos dispositivos foram acessados para obter informações pessoais e usar aplicativos particulares. Para informações empresariais e aplicativos de trabalho, esse número cai para 53%; 47% dos equipamentos foram acessados para obter informações pessoais e/ou profissionais do indivíduo; em média, uma vez perdido, o telefone levou cerca de três horas antes de ser acessado pela primeira vez. Cerca de 50% dos equipamentos levaram uma hora para serem acessados; 70% apresentaram acesso a fotos particulares e 47% em redes sociais e senhas; 40% registraram tentativa de acesso a serviços bancários, 37% em planilha de salários e 30% em e-mails corporativos.

Além disso, o projeto descobriu que, em São Paulo, dos dez aparelhos perdidos, oito foram acessados no total – seis para obtenção de dados pessoais e quatro para informações corporativas. Em Brasília, 50% dos telefones foram acessados para a busca de dados pessoais e 50% para informações corporativas. No Rio de Janeiro, nove telefones foram acessados e todos na parte de informações pessoais.

O estudo mostra a vulnerabilidade dos dados pessoais e corporativos quando estão em smartphones desprotegidos. Para manter as informações seguras em dispositivos móveis, a Symantec oferece algumas dicas de comportamento seguro online, que podem ser adotados por consumidores e empresas:

  1. Utilize o recurso de bloqueio de tela e determine senhas complexas: esta é a precaução mais básica e exige um esforço mínimo por parte do usuário e pode ser recomendado pelas companhias que estimulam o BYOD;
  2. Use softwares de segurança originais, atualizados e desenvolvidos especialmente para smartphones: estas ferramentas podem barrar hackers e impedir que criminosos cibernéticos roubem informações ou espionem usuários de redes de Wi-Fi públicas. Além disso, a solução pode, muitas vezes, ajudar a localizar um aparelho perdido ou roubado ou então bloqueá-lo e apagar dados remotamente;
  3. Mantenha o dispositivo móvel sempre à vista: é importante que os usuários fiquem atentos aos locais onde deixam seus smartphones e, se possível, usem etiquetas ou estojos que possam diferenciá-los de outros aparelhos iguais ou parecidos;
  4. Desenvolva e empregue políticas rígidas de segurança nas empresas: as organizações – principalmente aquelas que incentivam o uso de equipamentos pessoais no ambiente de trabalho – devem conceber políticas de segurança online aos colaboradores e mantê-las sempre atualizadas. Paralelamente, a educação constante dos funcionários em relação à ela e softwares para gestão de dispositivos móveis e segurança móvel pode ajudar na proteção de dados corporativos;
  5. Faça um inventário dos smartphones que se conectam à rede da empresa: isso é importante porque não é possível proteger e gerenciar o que não é conhecido. Paralelamente, é essencial assegurar a segurança das informações contidas no equipamento, além do aparelho propriamente dito.

 

A pesquisa foi conduzida pelo pesquisador de segurança Scott Wright, da Security Perspectives Inc. e também relevou que, uma vez perdido ou roubado, existe mais de 50% de chance de o equipamento sofrer uma tentativa de violação de dados e redes corporativas. Esse contexto revela a importância de garantir a proteção das informações armazenadas em dispositivos móveis, sejam eles pessoais ou corporativos, principalmente porque, ainda que os telefones sejam substituídos, os dados armazenados neles poderão correr risco.

Fonte: iMasters

20/12/2013

Número de brasileiros com banda larga cresce 30% em 2013, diz Ibope

O número de brasileiros com acesso à Internet de banda larga em casa cresceu cerca de 30% em 2013, de acordo com estudo recente da Nielsen IBOPE. O aumento foi de 2.000% em quatro anos, aponta a pesquisa.

Chamado de NetSpeed Report, o levantamento aponta que 55% dos 76,6 milhões de brasileiros com Internet em casa tinham conexão com mais de 2Mb no último mês de outubro. Além disso, 17% desse total usaram conexões com mais de 8Mb.

Como esperado, aponta o estudo, os usuários com conexões mais rápidas passam mais tempo acessando a web no computador e abrem um número maior de páginas, em média. No mês de outubro, um usuário acima de 8Mb abriu uma média de 1.465 páginas na web em mais de 40 horas que passou conectado no mês.

Segundo o relatório NetSpeed, que é feito mensalmente pela Nielsen, o número de usuários com conexão abaixo de 512Kb vem caindo no país.

Fonte: IDG Now

10/12/2013

Banda larga em alta dificulta migração para o IPv6 no Brasil

A forte demanda por banda larga no Brasil pode acelerar a necessidade efetiva de migração do IPv4 para o IPv6 no Brasil. Segundo Milton Kashiwakura, do Comitê Gestor da Internet, atualmente, atualmente, o processo segue muito atrasado. “A migração é uma decisão da empresa. Não tem jeito. Vai haver um gasto, mas é possível minimizar”. Provedores de conteúdo têm papel relevante junto a operadoras e provedores de acesso à Internet. A convivência do IPv4 com o IPv6 requer também uma gestão eficiente dos gestores de rede.

Preocupado com o atraso em setembro, o Comitê publicou uma resolução (CGI.br/RES/2013/033) alertando todos os provedores e administrados de sistemas autônomos sobre a importância da efetiva migração para o IPv6. “Estamos adiantados na distribuição de blocos IPv6, adiantados no treinamento, mas atrasados no uso em relação aos demais países. O pessoal não está entrando no jogo”, advertia Demi Getschko, Diretor-Presidente do NIC.br.

Na época, o IPv6 era responsável por apenas 0,5% do tráfego gerado na Internet brasileira, proporção abaixo da média mundial, entre 1,75% e 2%. Em países como o Peru, que tem uma distribuição de endereços bem menor que a do Brasil, esse volume já chega a 3%. Na França, é de 5% e, na Alemanha, de 4,5%. “Esse índice não mudou apesar dos esforços.

Para o especialista do Comitê Gestor, um dos pontos críticos será a necessidade de convivência do IPv4 com o IPv6. “Não há dúvida de que essa convivência vai exigir gastos. Os técnicos qualificados poderão minimizar, mas haverá, sim, a necessidade de aquisição de novos equipamentos”, disse. Os provedores de conteúdo têm papel crucial nessa tarefa. “Se eles migrarem com mais rapidez, e já há muitos migrando, não haverá a necessidade de se colocar muitos equipamentos ‘tradutores’ na rede. Isso reduzirá os gastos das operadoras”, esclareceu Kashiwakura.

O governo tem um papel importante por conta dos serviços de governo eletrônico e, de acordo com o especialista do Comitê Gestor da Internet, está trabalhando e exigindo nas suas licitações equipamentos já adequados ao IPv6, mas também precisa trabalhar mais forte. A maior preocupação do Comitê Gestor da Internet é a alta demanda por serviços banda larga.

“Isso exige mais e mais endereços IP. E estamos chegando num ponto crítico. Os endereços IPv4 estão se esgotando de fato. E nesse ritmo de contratação de acessos banda larga, podemos ter de reduzir o prazo de junho para um pouco antes. Pensar mais efetivamente no IPv6 é uma necessidade efetiva para as redes”, ressaltou Kashiwakura.

Um dos pontos mais importantes do trabalho aconteceu no Brasil. Pelo menos três mil especialistas estão qualificados para tratar com o novo protocolo de rede. “O interesse foi grande e há técnicos prontos para fazer esse trabalho e minimizar os gastos”, completou o executivo do Comitê Gestor da Internet.

Fonte: iMasters

29/11/2013

Lei da banda larga: como funciona e onde reclamar da velocidade da conexão

A velocidade da Internet banda larga no Brasil é alvo constante de reclamação de usuários, que alegam receber muito menos do que contratam. A regulação desse serviço é feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel),que, desde o início deste mês, determinou que as operadoras devem entregar pelo menos uma transmissão média mensal de 70% do plano contratado. Para te ajudar, o TechTudo reuniu tudo o que você precisa saber sobre como funcionam as regras da lei da banda larga e onde você pode exigir seus direitos.

Como funciona?

Em 2011, a Anatel promoveu mudanças no Regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM),que versa sobre a prestação do serviço de Internet banda larga fixa desde 2001. A medida tem como objetivo melhorar a qualidade do serviço, estabelecendo critérios de avaliação, obtenção de dados e acompanhamento da qualidade da prestação do serviço, bem como as informações que devem ser enviadas à Anatel.

No início de novembro de 2013, a agência publicou uma norma que obriga provedores de Internet banda larga a respeitar a média mensal de, no mínimo, 70% da velocidade contratada pelo assinante. A norma estabelece ainda que a velocidade instantânea, medida no momento do acesso, não pode estar abaixo de 30% do valor contratado.

Ao contratar um plano de 10 Mbps, por exemplo, o cliente deverá ter a média mensal de velocidade mínima de 7 Mbps.  Já a velocidade instantânea, aferida em velocímetro no momento da conexão, deve ser de, pelo menos, 30% do plano contratado. Ou seja, 3 Mbps no nosso exemplo.

Os percentuais valem tanto para taxa de download (dados recebidos) quanto para upload (dados enviados). Fica determinado também que, se a operadora entregar uma velocidade média abaixo do estabelecido por vários dias, será obrigada a compensá-la, no restante do mês, para atingir a meta de média mensal de 70%.

Anteriormente, os limites eram de 60% de média mensal mínima e 20% de velocidade instantânea. As metas de qualidade estipuladas nos regulamentos de gestão da qualidade dos serviços de banda larga fixa e móvel preveem o aumento do limite para 80% e 40%, respectivamente, em novembro do próximo ano.

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