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PRINCIPAIS NOTÍCIAS SOBRE INTERNET E TECNOLOGIA

23/02/2011

Banda larga chega a 88% dos municípios brasileiros, mas falta concorrência

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil),divulgado nesta terça-feira (22/02),empresas privadas oferecem Internet banda larga em 4897 municípios brasileiros, ou seja, 88% das cidades do país. Juntas, elas representam 97% da população brasileira.

Entretanto, apenas 1551 (27,8%) dos municípios contam com pelo menos duas prestadoras que dispõem do serviço. A Telebrasil, porém, destaca que os maiores centros, com 114 milhões de habitantes, possuem pelo menos três provedores de Internet rivais.

Outro dado é que o número de acessos a partir de conexões de alta velocidade aumentou em 53% na comparação entre janeiro de 2011 e o mesmo mês de 2010. Dessa forma, foram contabilizados 12,4 milhões de novos acessos, atingindo um total de 36,1 milhões.

A tecnologia que mais cresceu, no entanto, foi a 3G: 85% mais conexões em relação ao ano passado – o que incluiu tanto o uso de modems, para ter Internet em computadores, quanto de smartphones.

O estudo termina com uma pequena menção aos tributos brasileiros: “a evolução tem sido vertiginosa, mesmo com a pesada carga tributária, que varia de 43% a 63% sobre o preço dos serviços”, diz o texto. “Caso os impostos sejam reduzidos, os gastos dos usuários com esses serviços diminuirão na exata proporção da redução desses índices”, conclui.

Fonte: IDG NOW!

03/02/2011

Endereços internacionais disponíveis na internet chegam ao fim

A Autoridade de Internet para Nomes e Números (IANA, na sigla em inglês) alocou os últimos blocos de endereços IP disponíveis para a APNIC. Ainda restam cinco blocos na reserva, mas esses devem ser automaticamente distribuídos para cada um dos registradores locais (RIR),o que significa que, efetivamente, não há mais endereços disponíveis para atender solicitações específicas.

A IANA gerencia a alocação internacional de números IP. O protocolo usado atualmente, o IPv4, tem um limite total de quatro bilhões de endereços. Abaixo da IANA existem cinco autoridades locais (chamadas de Regional Internet Registries – RIR). A América Latina, por exemplo, é gerenciada pelo RIR LACNIC. Cada RIR pode solicitar endereços à IANA para, mais tarde, distribuir a cada país ou provedor que os solicitarem.

Isso significa que o fim da reserva internacional não esgota as reservas locais. No Brasil, o NIC.br solicita endereços à LACNIC, para depois distribuir aos provedores nacionais. Em entrevista ao G1 concedida em setembro de 2010, um diretor do NIC.br afirmou que a reserva nacional pode durar até dois anos depois do fim da reserva internacional.

Depois que provedores não puderem mais solicitar IPs, eles ainda terão reservas de IPs não utilizados para alocar a seus usuários. Quando os provedores também não tiverem mais IPs para fornecer aos clientes, o IPv4 estará realmente esgotado.

A única solução é a migração para a nova versão do IP, o IPv6. O IPv6 usa endereços muito maiores. No IPv6, cada internauta pode receber milhões ou até bilhões de endereços – o equivalente a todo o espaço do IPv4 – e ainda assim haverá endereços sobrando.

Embora seja chamado de um protocolo “novo”, o IPv6 existe desde 1996. Apesar disso, provedores não têm investido na adoção do novo protocolo. Especialistas acreditam que o atraso pode significar uma transição turbulenta para alguns usuários, que não conseguirão acessar sites fora da rede IPv4 até que a transição se finalize.

Um dos maiores problemas é a falta de suporte a IPv6 em aparelhos de comunicação de “ponta final”, como modems ADSL e roteadores caseiros.

Dia Mundial do IPv6


A Internet Society em conjunto com o Google e outros grandes websites lançaram o Dia Mundial do IPv6, um teste de 24 horas com o "salvador" da internet.

A ideia é que o fato de habilitar o IPv6 em sites grandes e famosos possa testar o protocolo em escala maciça. Assim, falham seriam descobertas e isoladas, deixando o serviço mais "redondo" antes da inevitável transição global.

Fonte: G1

21/01/2011

Banda larga pode ter imposto zero, diz ministro

Participante da mesa Campus Debate, sobre os desafios do crescimento em tecnologia e comunicações para o Brasil, o ministro das comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que o Plano Nacional de Banda Larga estima um custo de mensalidade de R$ 35 reais em Estados onde houver cobrança de ICMS. O valor pode ser mais baixo em unidades federativas que não cobrarem o imposto. "Já consultei vários secretários de fazenda que têm dificuldade para diminuir imposto de maneira geral, mas que, na questão de banda larga disseram que é possível fazer redução ou até zerar o ICMS", disse nesta quinta-feira, no palco da Campus Party Brasil.

No debate, Bernardo dividiu a atenção com o Twitter. Em seu perfil pessoal, postou: "Na Campus Party, em debate. Na mesa, com Antonio Valente, @getschko e @mlteza". Os parceiros de discussão citados pelo ministro são o presidente da Telebrasil, Antonio Carlos Valente, o diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Comitê Gestor da Internet, Demi Getschko e o diretor geral da Futura Networks, Mario Teza.

Entre as questões debatidas, a conectividade do brasileiro apareceu como um desafio para a nova gestão do ministério. Bernardo citou que, em 2010, 14 milhões de computadores foram vendidos no Brasil e que, para 2011, a projeção é de que este número chegue à casa dos 16 milhões. Ter computador, apenas, não basta. O ministro destacou que o brasileiro é um dos povos mais comunicativos: "A pessoa não quer computador para escrever, ela quer para se comunicar".

Demi Getschko reforçou a visão do ministro ao lembrar que 5 milhões de domicílios possuem computador sem conexão. Uma possível resposta para diminuir este índice seria o Plano Nacional de Banda Larga. Embora a administração federal esteja projetando a tecnologia no Brasil para 2025, tomando como base países como Coreia do Sul e Estados Unidos, Demi Getschko rebate ao dizer que comparar conexão do Brasil à da Coreia é inadequado e que a largura da banda não é o mais importante.

"O que importa é que o brasileiro esteja conectado de forma perene e que tenha acesso à cesta básica de serviços, que são: visitas a sites, correio eletrônico, VoIP e vídeos para assistir". Para chegar a este pacote, a disseminação plena do IPv6 é apontada como ponto fundamental pelo representante do CGI.

Para a popularização desta tecnologia que permite ampliar o acesso, o presidente da Telebrasil vê a carga tributária de 40% em serviços de telecomunicações como um dos maiores obstáculos. Reduzir impostos, aumentar a competitividade e investir na educação são elementos-chave para a ampliação da conectividade do brasileiro: "Não adianta conectar todas as escolas se não houver capacitação dos professores", pondera. Quanto ao IPv6, Valente acredita que a própria dinâmica do mercado acelerará os investimentos e, por consequência, a difusão do novo protocolo.

Visivelmente animado com o evento, Paulo Bernardo disse que tentou ser campuseiro: "Até tentei fazer reserva de uma barraca pra ficar até amanhã, mas disseram que não tem mais vaga", lamentou.

Fonte: Terra

13/01/2011

Vendas de computadores crescem 13,6% em 2010, dizem pesquisas

As vendas de computadores pessoais registraram ligeiro avanço no 4º trimestre de 2010, informaram empresas de pesquisas do setor na quarta-feira (12). As vendas foram afetadas pela fraca demanda de consumidores no final do ano e pela concorrência com o iPad, da Apple.

Em 2010, os embarques de PCs aumentaram 13,6%, para US$ 346,2 milhões, segundo o grupo de pesquisa IDC, que estima crescimento inferior à previsão anterior de 10% para este ano. Entre outubro e dezembro, os embarques de PCs cresceram 2,7%, para US$ 92,1 milhões, informou o IDC, que previa aumento de 5,5% para o período. Já a Gartner informou que as vendas no último trimestre do ano passado subiram 3,1%.

"Se olharmos para Europa e Estados Unidos, o mercado não foi bom. Parte disso foi (por causa) dos tablets", disse o analista do IDC Jay Chou. "Netbooks são passado e as pessoas não têm dinheiro para gastar".

Mercado de tablets

O iPad, lançado em abril de 2010, ajudou a impulsionar um novo mercado para os tablets. Novos modelos devem ser lançados este ano, o que consumirá ainda mais a demanda por computadores tradicionais. O IDC não inclui tablets nas estimativas para a indústria, mas afirma que este mercado deve superar 50 milhões de unidades em 2011.

A HP manteve a liderança no ranking de PCs no 4ª trimestre, embora as vendas tenham diminuído acompanhando a queda da participação de mercado da companhia para 19,5%, conforme o IDC. A Dell ficou em 2º lugar, com alta de cerca de 4% nos embarques. Em 3º, a Acer viu as vendas recuarem 15%.