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PRINCIPAIS NOTÍCIAS SOBRE INTERNET E TECNOLOGIA

21/11/2008

Sony prevê vendas de players Blu-ray abaixo do esperado

Os aparelhos Blu-ray de alta definição podem se tornar um dos sucessos de venda da temporada de festas de fim de ano, mas ainda assim seus resultados ficarão aquém das expectativas devido às dificuldades econômicas, anunciou o chefe da divisão de eletrônicos da Sony nos Estados Unidos.
 
As vendas de aparelhos de DVD de nova geração desenvolvidos pela Sony e vendidos por marcas que incluem Panasonic e Samsung Electronics, podem se beneficiar de um impulso tardio de compras, caso os consumidores norte-americanos preocupados com seus orçamentos consigam encontrar pechinchas, disse Stan Glasgow em entrevista à Reuters na quinta-feira.
 
Mas isso não permitirá atingir a meta mundial de vendas de cinco milhões de unidades, a maioria das quais nos EUA.
 
"Não ficaremos muito abaixo", disse ele. "Talvez 10 por cento a menos do que imaginávamos. Trata-se de um dos itens que vêm se saindo realmente bem em meio à bagunça da economia."
 
Depois do feriado de Ação de Graças dos Estados Unidos, em 27 de novembro, as cadeias de varejo de eletrônicos devem cortar os preços dos aparelhos de Blu-ray, lançados originalmente em 2006 por preços de até 1,5 mil dólares, para valores a partir de 150 dólares, disseram especialistas.
 
As vendas dos aparelhos de Blu-ray que prometem mais qualidade de vídeo e áudio em televisores de alta definição vêm sendo prejudicadas pelos altos preços dos discos para esse formato, que podem chegar a 30 dólares no varejo.
 
Glasgow sugeriu que um corte nos preços dos filmes poderia promover as vendas dos aparelhos.
 
"Eles (os estúdios de cinema) precisam ganhar dinheiro, e a mídia embalada (discos) é uma forma importante de ganharem dinheiro e por isso compreendo seus problemas também", disse. "Mas adoraria ver uma queda nos preços dos discos, bem como dos aparelhos do Blu-ray, para promover maior adoção."
 
Embora o novo formato tenha desfrutado de quase exclusividade no varejo de eletrônicos este ano, depois que a Toshiba abandonou o padrão HD-DVD no começo do ano, o Blu-ray ainda tem muito a avançar para acompanhar as vendas dos aparelhos de DVD comuns. Ainda que o segmento esteja em declínio, as vendas mundiais de aparelhos de DVD chegaram a 142 milhões de unidades em 2007, de acordo com o grupo de pesquisa In-Stat.

19/11/2008

PCs podem sumir das lojas no Natal por causa do dólar, diz Intel

A dificuldade de negociação entre varejistas e fabricantes, diante das oscilações do dólar, poderá afetar o abastecimento de microcomputadores no país neste final de ano e fazer com que falte PCs nas prateleiras.
 
A opinião é de Oscar Clarke, presidente da operação brasileira da Intel, maior fabricante mundial de chips de computador. O executivo participou de encontro com a imprensa nesta terça-feira e afirmou que a demanda continua alta, "mas as negociações estão complicadas".
 
Clarke explicou que os dois primeiros trimestres deste ano "foram uma maravilha", com taxas de crescimento de 30 por cento nas vendas em relação aos mesmos períodos de 2007.
 
"Até a primeira semana de setembro, não percebemos qualquer redução no nível de atividade", afirmou. O executivo acrescentou, no entanto, que, a partir da segunda semana daquele mês, a empresa começou a sentir "uma certa redução", muito ligada à oscilação da moeda norte-americana.
 
Segundo ele, o desabastecimento ainda não acontece porque o varejo tem estoques. "No varejo ainda não se percebe redução na demanda", disse, mas os fabricantes de computadores já "reduziram drasticamente a importação de componentes", onde se incluem os chips Intel.
 
Por isso, ele estima que, diante da demanda que segue aquecida, "é bem provável que falte produto no final do ano".
 
Segundo o executivo, o varejo tem informado que percebe uma certa retração de consumo entre os eletrônicos, "mas a demanda por PCs continua muito forte", ressaltou.
 
"Tudo o que a gente torce na vida é para que o dólar se estabilize" em 2009. Na avaliação de Clarke, uma cotação "saudável" seria entre 2 reais e 2,10 reais. "Não voltaremos ao patamar de 1,60 real" atingido pela última vez em agosto, adicionou.
 
A Intel não divulga números por país, mas a receita local cresceu 30 por cento em 2007 sobre o ano anterior, índice que Clarke não acredita que a companhia consiga atingir este ano. De qualquer forma, adiantou, "ainda não dá para se ter uma idéia".
 
INDO ÀS COMPRAS
 
O executivo ressaltou que a empresa, que completa 40 anos de fundação este ano, passou por uma ampla reestruturação global há dois anos, com redução de pessoal e redesenho dos processos internos.
 
O total de funcionários, que era de 105 mil, caiu para algo como 85 mil, além da redução dos níveis hierárquicos. "O que muitas empresas estão sendo obrigadas a fazer agora nós já fizemos há dois anos", disse.
 
Hoje, mais enxuta, a companhia "tem pouca alavancagem e muito dinheiro em caixa". E como o preço dos ativos está baixo, ele acrescentou que a Intel "está indo às compras" em todo o mundo.
 
"O momento é adequado", disse ele, que preferiu, no entanto, não adiantar quais segmentos a companhia estaria avaliando e em quais países.

18/11/2008

ARM e Adobe fazem parceria para facilitar Internet móvel

A produtora de software Adobe Systems e a empresa produtora de chips ARM fizeram acordo de colaboração para tornar a navegação pela Internet mais eficiente em aparelhos que usam os processadores da empresa, incluindo celulares produzidos pela maior parte das maiores fabricantes de telefones móveis do mundo.

A Adobe, que produz softwares para a maioria dos programas de vídeo da Internet e tornou possível a ascensão de sites como o YouTube, do Google, vai otimizar o Flash Player 10 e o Adobe AIR para telefones celulares com processadores ARM.

Novos tipos de telefones celulares, liderados pelo iPhone da Apple, estimularam o apetite do consumidor por navegar pela Internet e ver filmes e jogos onde quer que esteja. Mas as páginas são, geralmente, de difícil acesso e funcionam de forma bem pior que em um computador normal.

O chefe de marketing da ARM, Ian Drew, disse à Reuters: "O grande interesse é levar a experiência da Internet a todos os lugares."

Grande parte dos maiores fabricantes de celulares do mundo, incluindo Nokia e Samsung, assim como Apple e Research in Motion, utilizam processadores feitos pela ARM em seus produtos.

As duas companhias informaram nesta segunda-feira que uma série de processadores ARM para celulares, decodificadores de TV e outros dispositivos adaptados ao Adobe Flash 10 e ao AIR estarão disponíveis no segundo semestre de 2009.

A colaboração, parte do projeto Open Screen Project, da Adobe, foi endossada por diversos fabricantes de chips, incluindo Texas Instruments, Nvidia e Freesccale.

13/11/2008

Brasil terá três padrões de web por rede elétrica

Seguindo a tendência mundial, o Brasil não escolherá um único padrão de PLC (Power Line Communications) para o país. Os  textos discutidos pela Anatel em consulta pública não preveêm a escolha entre o padrão japonês, o americano e o europeu.

A decisão pode estar ligada ao crescimento da classe C, que tem atraído grupos estrageiros interessados em explorar a banda larga por rede elétrica no país.

Um desses grupos é a Panasonic que planeja produzir modems no padrão japonês. De acordo com Eduardo Kitayama, chefe de negócios industriais da multinacional, todos os padrões são viáveis mesmo que não se comuniquem entre si. "O que temos visto pelo mundo são a adoção não só de vários padrões de PLC, mas também a adoção de várias tecnologias diferentes para expandir a penetração da banda larga”, diz o executivo.

Ele também disse que a produção local será iniciada assim que houver escala no mercado interno. “Como o Brasil tem extensas áreas rurais onde é caro construir uma infra-estrutura de cabos para banda larga, a  rede elétrica mostra um grande potencial, pois serve de infra para levar o sinal”, diz Kitayama.

A AES Eletropaulo colocará em funcionamento uma casa conectada à web pela rede elétrica ainda essa semana. O serviço será explorado em parceria com uma operadora de internet já presente no mecado.